Com a expectativa de receber 30 mil visitantes, o Festival recebe uma programação especial no Pier Mauá, entre os dias 10 e 14 de junho.
Mais de 30 mil pesquisadores, empreendedores solidários, lideranças, organizações e membros da sociedade civil são aguardados no I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, entre os dias 10 e 14 de junho, no Rio de Janeiro. Gratuito ao público, o festival ocupará o Pier Mauá, abrindo os debates da Economia Solidária como projeto estratégico de desenvolvimento do Brasil.
Uma realização da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Economia Solidária, UNISOL Brasil, Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária, Instituto Paul Singer e do Instituto Reinventando Futuros, o I Festival Nacional de Economia Popular e Solidária é produzido pela Pro Bono Brasil e LB Cultura Circular, com apoio da Petrobras, e patrocínio do SEBRAE, Fundação BB, BNDES, Instituto Federal São Paulo, Alimento no Prato, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ministério do Trabalho e Emprego, e do Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro.
Ampliando a agenda do financiamento solidário e fortalecendo as Políticas Públicas em torno do tema, o festival promete expandir o setor em âmbito nacional ao longo de cinco dias de mesas, encontros autogestionários, painéis, atividades formativas e debates internacionais.
A programação está estruturada em 3 eixos: “Políticas públicas e institucionalidade”, “Formação e organização social”, e “Diálogo internacional”, desenvolvidas a partir do seminário nacional ‘Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País’. A expectativa é reunir gestores públicos, lideranças de movimentos sociais, redes nacionais e organismos internacionais em torno do eixo solidário em 2026.
“Acreditamos que o Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, no Rio de Janeiro, é uma grande iniciativa que gera impactos efetivos e contribui para a transformação da realidade social no Brasil, ampliando a capacidade produtiva e a organização dos empreendimentos apoiados. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com ações concretas focadas na geração de renda, impulsionamento das economias locais e na promoção da inclusão produtiva de diferentes públicos nos mais diversos locais do nosso país”, afirma André Machado – Presidente da Fundação banco do Brasil.
Inscrição e programação
Como parte das ações, o festival recebe 250 empreendedores solidários expositores, fomentando a circulação de arte, cultura, artesanato, gastronomia e soluções criativas. Além de movimentar a Economia Solidária de toda região, pelo menos três mil inscrições para oficinas serão abertas durante o festival, integrando as programações formativas do evento. As inscrições já estão abertas e disponíveis por meio do Sympla.
Apresentando temas como a comercialização, assistência técnica, transição energética justa, povos indígenas, mulheres, juventude, educação popular, agroecologia, tecnologia social e cooperativismo, o ‘Festival Nacional de Economia Popular e Solidária’ reúne representantes dos três níveis de governo para uma articulação histórica entre diferentes frentes.
10 de junho, quarta-feira
A partir das 18h, acontece a cerimônia solene que marca o início das atividades do festival. A programação reúne ministérios da área social e econômica, prefeituras, governos estaduais e municipais, instituições do Sistema S, bancos de fomento, movimentos de trabalhadores e trabalhadoras, além de redes nacionais da Economia Solidária.
11 de junho, quinta-feira
O painel “Economia Solidária como projeto de desenvolvimento para o Brasil” abre os debates estratégicos do festival. Entre os nomes confirmados estão o economista brasileiro, de origem polonesa, Ladislau Dowbor (PUC-SP); o fundador do Banco Palmas Joaquim Melo (Rede Brasileira de Bancos Comunitários/Instituto E-dinheiro) a dirigente da UNISOL Brasil e secretária geral da Unicopas, Anne Sena e o presidente da Unicopas, Gervásio Plucinski.
Ao longo do dia, a programação inclui atividades autogestionárias e mesas voltadas à perspectiva internacional da Economia Solidária, povos indígenas, juventude, educação popular e justiça econômica antirracista e feminista. Das 14h às 17h, tem início o painel “Economia Social e Solidária em Perspectiva Internacional”, para 250 pessoas, trazendo o debate sobre marcos jurídicos, institucionalização e a situação da Economia Solidária na América Latina e na África.
O público presente também vai poder aproveitar o painel “Cooperativismo Solidário” (14h às 17h/sala para 100 pessoas); o encontro em torno da ‘Educação Popular, Economia Solidária e Autogestão na construção da Democracia’ (14h às 17h/sala para 70 pessoas); e o encontro ‘Povos Indígenas e Economia Solidária’ (14h às 16h/sala para 50 pessoas).
A programação avança pela tarde com um encontro acerca da “Economia Solidária – Construindo Justiça Econômica Anti-racista e feminista”, de 16h às 18h (sala para 50 pessoas), seguindo para o “Seminário Internacional de Finanças Solidárias em apoio à criação do Sistema Nacional de Finanças Solidárias”, entre 17h30 e 20h30, reunindo 250 pessoas em torno de duas mesas de debates.
12 de junho, sexta-feira
O segundo dia de Seminário Nacional, no Pier Mauá, centraliza o debate no fortalecimento institucional da Economia Solidária e no papel do Estado na consolidação da agenda como política pública. O painel vai reunir representantes do governo, estados, municípios, instituições financeiras públicas e redes de gestores para discutir estratégias de institucionalização da Economia Solidária.
Os debates, mesas e mobilizações têm início com o painel principal “O Papel do Estado na Economia Solidária”, entre 9h e 12h, trazendo o Secretário Nacional de Economia Popular e Solidária, Fernando Zamban; além de Nelsa Nespolo (Justa Trama / UNISOL Brasil); José Paulo Crisóstomo (Superintendência de Economia Solidária – Governo da Bahia); Valmor Schiochet (FURB e Instituto Paul Singer) e mediação de Jairo Santos (Gov. Bahia – Rede Nacional de Gestores).
Durante a tarde de sexta-feira, 12, a programação destaca o “Encontro Nacional de Mulheres da Economia Solidária”, em um encontro para mais de 250 pessoas, realizado entre 14h e 17h. Além de encontros estratégicos sobre cooperativismo, autogestão e articulação global da temática, a grade de atividades segue com o encontro da “Rede de Gestores Públicos de Economia Solidária” (14h às 17h/sala para 100 pessoas); o “Encontro Escola de Autogestão” (14h às 16h/sala para 70 pessoas); as discussões da “Realidade da juventude na economia solidária e a experiência dos jovens nas Incubadoras Universitárias” (14h às 16h/sala para 50 pessoas); e o aguardado encontro “GSEF – Global Solidarity Economy Forum”, entre 16h e 18h.
13 de junho, sábado
O eixo central da programação articula “Educação e Economia Solidária” como agendas estruturantes para o futuro do setor. O painel principal debate o papel da educação popular, formação técnica e da pesquisa acadêmica na sustentação e expansão da proposta de economia inclusiva, entre 9h e 12h, reunindo nomes como Helena Singer (Ashoka Brasil e Instituto Paul Singer); Sérgio Godoy (SENAES/MTE); Mariana Pan (IFRJ); Gabriel Kraychete (UFRB) e Cláudio Nascimento (Escola de Autogestão).
Ao longo do dia, o festival promove ainda atividades paralelas sobre mulheres na Economia Solidária, transição energética e justiça climática, ciência e tecnologia social, agroecologia e soberania alimentar. A programação vespertina começa com o painel “Economia Solidária, Transição Energética e Justiça Climática” (14h às 17h/sala para 250 pessoas); seguindo para o painel “Ciência, Tecnologia Social e Economia Solidária” (14h às 17h/sala para 100 pessoas); e o painel da “Economia solidária e agroecologia para territórios com soberania alimentar” (14h às 17h/sala para 70 pessoas).
Três oficinas acontecem logo na sequência. Ocupando cada sala do Festival com cinquenta participantes, as oficinas trazem o “CADSOL — Cadastro Nacional de Empreendimentos Solidários”, “Posso ter um negócio e continuar sendo do Bolsa Família?” e o “Descomplica MEI”, a partir das 14h e das 16h.
A programação de encerramento acontece no dia 13 de junho, sábado, com a realização da Plenária de Encerramento e a apresentação oficial da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”, a partir das 17h. O documento reúne diretrizes, pactuações e propostas construídas coletivamente ao longo da primeira edição do festival, consolidando compromissos entre governos, redes, associações, movimentos sociais e comunidades em torno do fortalecimento da Economia Solidária em todo o Brasil.
O ‘Festival Nacional de Economia Popular e Solidária’ é construído coletivamente, articulando parceiros do governo federal, governos municipais, bancos comunitários e municipais, redes históricas do movimento da Economia Solidária, universidades e organismos profissionais. Dezenas de organizações integram a parceria institucional do festival, dentre elas estão: SENAES/Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério das Mulheres, Secretaria-Geral da Presidência da República, BNDES, PETROBRAS, SEBRAE, a Fundação Banco do Brasil, Prefeituras do Rio de Janeiro de Maricá e de Niterói, Rede de Gestores Públicos de Economia Solidária, UNISOL Brasil, Unicopas, Secretaria Nacional de Economia Solidária da CUT, Rede Brasileira de Bancos Comunitários, Bancos Mumbuca, Arariboia e Palmas, Rede de ITCPs, Unisol Brasil, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Rede de Economia Solidária Feminista, Rede Autogestionária de Educação Popular e Economia Solidária, Escola da Autogestão, Nides/UFRJ, IFRJ, OAB-RJ, Cofecon, CIRIEC, Programa Paul Singer, Proec/Unesp e JUVESOL.
14 de junho, domingo
Segue a Feira de empreendedorismo solidário, no Pier Mauá – Av. Rodrigues Alves, 10, Rio de Janeiro, RJ; Gratuito e aberto ao público.
Todas as atividades são gratuitas, mas precisam de ingressos que são disponibilizados no link: https://www.sympla.com.br/evento/i-festival-nacional-de-economia-popular-e-solidaria/3425371
Fonte: Assessoria de imprensa do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária