Organizações, redes, coletivos, empreendimentos da economia solidária, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, assinaram uma manifestação pública direcionada à Fundação Banco do Brasil e ao Banco do Brasil, em defesa da continuidade de uma gestão comprometida com o desenvolvimento social e com os setores populares do país.
A manifestação ocorre após a exoneração de Kleytton Morais, da Presidência da Fundação Banco do Brasil. Ao longo de sua trajetória à frente da instituição, segundo a “carta aberta”, Kleytton construiu uma gestão marcada pelo diálogo permanente com os movimentos sociais, pelo fortalecimento das políticas de inclusão produtiva e pela valorização dos territórios populares, reafirmando o papel histórico da Fundação como agente estratégico de investimento social no Brasil.
O documento ainda ressalta que durante sua gestão, a Fundação Banco do Brasil ampliou e consolidou iniciativas estruturantes voltadas à superação das desigualdades sociais, ao desenvolvimento sustentável e à promoção da cidadania ativa. Esse processo fortaleceu a relação da Fundação com organizações da sociedade civil e movimentos sociais, especialmente aqueles comprometidos com a economia popular e solidária.
As entidades afirmam que entre as agendas e segmentos apoiados e fortalecidos no período, destacam-se ações voltadas à economia popular e solidária, com apoio a cooperativas, associações produtivas, redes de comercialização solidária e processos de formação e assistência técnica; aos catadores e catadoras de materiais recicláveis, por meio do fortalecimento de redes de reciclagem, inclusão socioprodutiva e geração de renda; à agricultura familiar e à agroecologia, promovendo segurança alimentar, produção sustentável e valorização dos saberes tradicionais..
Também receberam atenção iniciativas junto a povos e comunidades tradicionais, mulheres, especialmente mulheres periféricas, do campo, das águas e das florestas, juventudes, educação popular e formação social, além de projetos de desenvolvimento territorial sustentável, combate à fome, promoção da segurança alimentar e nutricional, inclusão digital, inovação social e tecnologias sociais como ferramentas de transformação.
Para as entidades signatárias, essas linhas de atuação refletem uma vocação institucional que foi fortalecida durante a gestão de Kleytton Morais. Por isso, a manifestação propõe sua continuidade na Presidência da Fundação Banco do Brasil, como forma de garantir o compromisso com um projeto de desenvolvimento social orientado pelos interesses dos setores populares e pela construção de um país mais justo e solidário.
Ao final do documento, as organizações expressam gratidão pelo legado construído por Kleytton Morais e por sua equipe, reafirmando a expectativa de que a Fundação Banco do Brasil siga cumprindo sua missão histórica de investimento social comprometido com a redução das desigualdades e o fortalecimento da economia solidária.
A manifestação é assinada pela Unicopas, Unisol Brasil, e outras redes e fóruns de economia solidária, cooperativas, associações de catadores, organizações culturais, entidades da agricultura familiar e movimentos sociais de diferentes regiões do país.
Fonte: Unisol Brasil