A Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias), realizou na noite de 22 de junho, o segundo encontro com os empreendimentos do Projeto Redes Unicopas.
O momento foi marcado pela apresentação das articuladoras e articuladores que estão liderando os trabalhos nas cinco regiões de abrangência do projeto: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
A programação contou ainda com a apresentação da metodologia que marcará uma das etapas da iniciativa que será o diagnóstico. Esta primeira etapa estabelece a base para todas as ações seguintes, realizando um levantamento detalhado da realidade de cada empreendimento e construindo uma visão sistêmica da rede.
O Projeto Redes Unicopas tem como objetivo fortalecer 60 empreendimentos econômicos solidários em todo o Brasil. A iniciativa integra diagnóstico, assessoria técnica especializada, apoio comercial e fortalecimento institucional da rede.
Diante destes primeiros passos de fortalecimento das redes, os articuladores e articuladoras destacaram quais são as expectativas de suas regiões neste caminho.
“A grande expectativa com esse projeto da rede Unicópias para o Sul do Brasil é na perspectiva de permitir que os empreendimentos possam dar um salto de qualidade, tanto do ponto de vista organizativo, como do ponto de vista legal, com todas as questões de legalização, de documentos, para que eles se preparem para disputar mercado, para participar de feiras e se qualificar cada vez mais no trabalho que cada um faz nas suas atividades”, diz Inácio Beninca, articulador da região Sul.
“As associações e cooperativas do Centro-Oeste desde sempre têm a importante demanda de ter um acompanhamento no desenvolvimento dos processos, para facilitar a comercialização de suas produções. E o Redes vai atender isso!”, celebra a articuladora regional Tatiana Brandão.
“Temos uma grande expectativa de promover a economia solidária e inclusiva na região Sudeste do país. Pretendemos promover o fortalecimento do cooperativismo solidário e economia solidária por meio de metodologias participativas, conhecendo cada empreendimento e atuando de forma conjunta com eles”, afirma Moisés Leão Gil, articulador da região Sudeste.
Na região Norte, o articulador Toni dos Santos Industrial, diz que “a expectativa central é que o Projeto Redes Unicopas funcione como um instrumento de desenvolvimento local sustentável, por meio da cooperação, da interdisciplinaridade entre saberes técnicos e populares, e da construção de uma rede que dê mais força e visibilidade às cooperativas da região”.

Organizar, avançar e qualificar
O articulador da região Sul, Inácio Beninca, detalhou como será o caminho previsto para que os 16 empreendimentos solidários do território estejam em outro patamar ao final do ciclo de 12 meses. “O projeto pretende trabalhar um diagnóstico, nós vamos acompanhar todos os empreendimentos, fazer um levantamento de todas as questões da organização, da parte legal. Vamos fazer um trabalho de inscrição de todos os empreendimentos no Cadastro Nacional da Economia Solidária (CADSOL) e fazer todo o acompanhamento também na parte de comercialização, organizar seminários, reuniões, algumas oficinas, para que eles possam dar um salto de qualidade nas suas ações”.
A respeito do caminho com os empreendimentos nos territórios, a articuladora da região Centro-Oeste destaca a importância de escutar as necessidades reais. “Mais do que implementar soluções pretendo criar junto, a partir da realidade e das necessidades de cada cooperativa e associação, a melhor maneira de sanar barreiras burocráticas e desenvolver o cooperativismo, fortalecendo a economia solidária”, disse Tatiana.
Na região Norte, Toni afirma que pretende “implementar um ecossistema de apoio e articulação, que fortaleça, na prática, os princípios do cooperativismo solidário e da economia solidária na região. A implementação se dará em eixos: Rede de Cooperação entre Cooperativas, Formação e Educação Cooperativista, Formação e Educação Cooperativista”.
Redes Unicopas
O projeto Redes Unicopas será executado ao longo de 12 meses e abrange todo o território nacional, alcançando empreendimentos de diferentes regiões e setores produtivos.
O ciclo está organizado em quatro eixos fundamentais: diagnóstico e mapeamento da rede; assessoria técnica, apoio para comercialização; governança e organização da rede.
Cada eixo tem fases bem definidas e propósitos, que juntos, vão promover o fortalecimento e sustentabilidade dos empreendimentos.
Estão previstas atividades como visitas técnicas, formação para gestão e organização da produção, orientação jurídica e contábil, regularização documental e registro no Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (CADSOL), além de participação em rodadas de negócios e feiras.
A iniciativa conta com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes).