{"id":38472,"date":"2026-07-20T13:23:52","date_gmt":"2026-07-20T16:23:52","guid":{"rendered":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/?p=38472"},"modified":"2026-07-20T13:42:23","modified_gmt":"2026-07-20T16:42:23","slug":"cooperativas-em-busca-de-sua-filosofia-original","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/cooperativas-em-busca-de-sua-filosofia-original\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7as entre cooperativas desafiam sua identidade e seu prop\u00f3sito"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Artigo de Alexandre Marcelo Schneider<\/em>*, <em>publicado orginalmente por Outras Palavras<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cooperativas s\u00e3o enaltecidas e festejadas como organiza\u00e7\u00f5es capazes de fazer frente \u00e0s distor\u00e7\u00f5es do capitalismo. Promovem valores como solidariedade, igualdade e paz, ao mesmo tempo que operam com efici\u00eancia econ\u00f4mica e gest\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal enunciado seria alentador, n\u00e3o fosse o sinal de alerta que se acende quando se trata apenas de uma meta aspiracional; ao inv\u00e9s de uma pr\u00e1tica efetiva. Parte das cooperativas brasileiras enfrentam uma crise de identidade, em fun\u00e7\u00e3o do seu distanciamento de valores b\u00e1sicos da coopera\u00e7\u00e3o, o que, em tese, seria exatamente o que as tornaria diferentes de outras organiza\u00e7\u00f5es mercantis tradicionais. Esse distanciamento de valores filos\u00f3ficos originais tem certa rela\u00e7\u00e3o com a heterogeneidade destas organiza\u00e7\u00f5es, que variam n\u00e3o apenas em estrutura e processos, mas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o sobre o que deve ser e fazer uma aut\u00eantica cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando as primeiras cooperativas foram criadas como contraponto direto ao capitalismo, foram solu\u00e7\u00f5es materiais objetivas para fazer frente ao contexto de injusti\u00e7as sociais de uma \u00e9poca. Mas a reinven\u00e7\u00e3o do mercado capitalista tem influenciado estas organiza\u00e7\u00f5es no decorrer do tempo, estabelecendo diferen\u00e7as gritantes na sua configura\u00e7\u00e3o e filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a \u00e9 tamanha que hoje n\u00e3o h\u00e1 como utilizar uma defini\u00e7\u00e3o \u00fanica para agrupar todas as formas com que as cooperativas se apresentam. Embora boa parte delas ainda cumpra sua fun\u00e7\u00e3o social e filos\u00f3fica, algumas parecem ter passado da contraposi\u00e7\u00e3o ao capitalismo para uma conviv\u00eancia normalizada, que dissimula seus efeitos reais. Existe uma ideologia instalada em algumas frentes do sistema cooperativo, de que apenas utilizando dos mesmos modelos de atua\u00e7\u00e3o das demais empresas capitalistas \u00e9 que se consegue atuar no mercado de forma eficiente. Isso acarreta na exist\u00eancia de organiza\u00e7\u00f5es que preservam a forma jur\u00eddica cooperativa, mas operam culturalmente como corpora\u00e7\u00f5es tradicionais, com estruturas altamente verticalizadas, tecnocr\u00e1ticas e por vezes, concentradoras de poder. Mant\u00eam o discurso da coopera\u00e7\u00e3o, mas internalizaram a l\u00f3gica do mercado financeiro e expans\u00e3o patrimonial, colocando a premissa do ganho de escala acima de qualquer outro valor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A justificativa sempre se baseia no repetitivo discurso de que a cooperativa compete com multinacionais globais, com margens apertadas, volatilidade cambial, exig\u00eancias sanit\u00e1rias internacionais e diversos outros desafios. Por isso, seria necess\u00e1rio jogar nas regras de mercado e focar em crescimento (confundido com profissionaliza\u00e7\u00e3o) para obter escala e diferencial competitivo. No entanto, exatamente essa escala \u00e9 que tem trazido inseguran\u00e7a \u00e0 cooperados, por meio de um de seus efeitos mais graves: alijado da capacidade de intervir, com poder decis\u00f3rio diminu\u00eddo, o associado deixa de ser sujeito pol\u00edtico e vira um mero fornecedor (ou avalista) fidelizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de cooperativas agropecu\u00e1rias isso fica ainda mais n\u00edtido. A cooperativa come\u00e7a a exigir do pequeno produtor padr\u00f5es de escala e capitaliza\u00e7\u00e3o que ele simplesmente n\u00e3o consegue acompanhar, ou seja, paradoxalmente a estrutura criada para proteg\u00ea-lo passa a expuls\u00e1-lo silenciosamente. O produtor precisa \u201cganhar escala\u201d, \u201cmodernizar\u201d, \u201cinvestir\u201d, \u201cse profissionalizar\u201d para atender \u00e0s necessidades da estrutura da cooperativa e n\u00e3o \u00e0 sua pr\u00f3pria. Muitos se endividam para atender estas exig\u00eancias das pr\u00f3prias cooperativas e depois, quando a r\u00e9gua sobe novamente, esses produtores passam a ser considerados pouco eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o impl\u00edcita mais importante \u00e9 que cooperativismo nunca foi (ou n\u00e3o deveria ser) apenas efici\u00eancia econ\u00f4mica. Cooperativas que optam por esse modelo precisam ser diferenciadas de outras que ainda prezam pela filosofia original. N\u00e3o se pode usar de uma imagem p\u00fablica que divulgue a ideia de uma organiza\u00e7\u00e3o com atua\u00e7\u00e3o diferenciada, de cunho social, mas, na pr\u00e1tica, atue como qualquer outra empresa tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando algumas&nbsp;<em>benesses<\/em>&nbsp;tribut\u00e1rias, isto chega at\u00e9 a configurar-se como concorr\u00eancia desleal, na t\u00e3o defendida ideia de livre mercado. O cooperativismo nasceu justamente porque o mercado puro produz exclus\u00e3o. Mas se a l\u00f3gica final for a mesma do capital convencional \u2014 concentra\u00e7\u00e3o, ganho de escala, elimina\u00e7\u00e3o dos menos competitivos \u2014 ent\u00e3o precisamos ter honestidade intelectual para admitir que em alguns casos, talvez se esteja lidando apenas com empresas que se utilizam de tributa\u00e7\u00e3o diferenciada, estimulada por um bom marketing comunit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A necessidade de diferencia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem de boa parte dessas distor\u00e7\u00f5es est\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o arcaica que regula o sistema, a exemplo da Lei principal, a 5.764\/71 (BRASIL, 1971), que orienta as organiza\u00e7\u00f5es cooperativas, anterior \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 potencializada e mantida pela in\u00e9rcia do pr\u00f3prio sistema cooperativo, uma vez que para determinados nichos esta estrutura distorcida serve de maneira conveniente. Quando mudan\u00e7as gerais na legisla\u00e7\u00e3o conflitam com a legisla\u00e7\u00e3o cooperativa, mas privilegiam a manuten\u00e7\u00e3o da estrutura, atua-se com tranquilidade e se contesta as mudan\u00e7as de maneira muito discreta e esparsa; mas quando, no entanto, as mudan\u00e7as afetem a manuten\u00e7\u00e3o da estrutura, bradam-se aos quatro ventos que se est\u00e1 atentando contra a autogest\u00e3o das cooperativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas iniciativas em curso se prop\u00f5em assertivamente a discutir essa problem\u00e1tica. A sociedade e o poder p\u00fablico de maneira especial, devem acompanhar esses debates, pois \u00e9 urgente e necess\u00e1ria a revis\u00e3o da estrutura e posicionamento do cooperativismo brasileiro atual. Como exemplo dessas iniciativas, a Rede Unicopas vem tentando apontar a heterogeneidade das cooperativas e no seu recente \u201cFestival Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria\u201d (SES-RIO, 2026) apresentou proposta de Projeto de Lei para um marco legal para o cooperativismo solid\u00e1rio. As organiza\u00e7\u00f5es que esta rede representa, focadas na economia solid\u00e1ria, muito pouco tem em comum com a ideologia de outras mega-cooperativas empresariais Brasil afora. Os objetivos e a filosofia de trabalho diferem e, principalmente, chega a ser antag\u00f4nica a prioridade que se d\u00e1 a alguns valores filos\u00f3ficos que formam a base da cultura cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucas foram as oportunidades em que se tornou t\u00e3o pertinente rediscutir o tema \u201ccooperativismo\u201d. A pr\u00f3pria aplica\u00e7\u00e3o de recentes mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o pode ficar distorcida, enquanto certas lacunas de configura\u00e7\u00e3o ainda se manifestarem no sistema cooperativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recente Lei 15.433 (jun\/2026) reconheceu o cooperativismo como manifesta\u00e7\u00e3o da cultura nacional, mas conforme o que abordamos aqui, estamos em meio a um processo de transforma\u00e7\u00e3o onde o cooperativismo n\u00e3o se apresenta sob uma cultura \u00fanica, apresentando diversas nuances. Em outro exemplo, a Lei Complementar n\u00ba 231\/2026 incluiu as cooperativas entre os benefici\u00e1rios de fundos regionais espec\u00edficos, ampliando possibilidades de investimento e a seguran\u00e7a jur\u00eddica para o acesso das cooperativas a estes recursos e potencializando projetos de desenvolvimento regional. Mas esse desenvolvimento s\u00f3 tornar\u00e1 realmente transformador para as regi\u00f5es se as cooperativas abarcadas com o acesso aos respectivos recursos, diferirem na sua atua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outras organiza\u00e7\u00f5es, especialmente em quesitos como a reprodutibilidade social dos projetos que ser\u00e3o desenvolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enfim, o momento \u00e9 crucial para rediscutir a estrutura de atua\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o das cooperativas no Brasil. Da forma difusa com que o sistema se apresenta atualmente, at\u00e9 aspectos entre os mais caros \u00e0 configura\u00e7\u00e3o cooperativa, como, por exemplo, a gest\u00e3o democr\u00e1tica, tem sofrido abalos. H\u00e1 diferen\u00e7as gritantes entre o que cada cooperativa considera adequado quanto \u00e0 forma e efetividade de participa\u00e7\u00e3o do cooperado na gest\u00e3o da cooperativa e, com tanta diferen\u00e7a, quase tudo passa a ser permitido e automaticamente torna-se imposs\u00edvel que todas as formas sejam democr\u00e1ticas na sua ess\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Manuten\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia \u00e9 fundamental na evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o tratamos aqui de saudosismo ou apologia a uma vis\u00e3o romantizada, que suscite amadorismo ou inefici\u00eancia. Tamb\u00e9m de forma nenhuma a observ\u00e2ncia \u00e0 valores tradicionais deve ser confundida com utiliza\u00e7\u00e3o de processos arcaicos. N\u00e3o se pode demonizar a necessidade de evolu\u00e7\u00e3o \u2013 seria intelectualmente desonesto fazer isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cooperativas podem ser modernas, devem investir em tecnologia e inovar. O problema \u00e9 quando o argumento da competitividade passa a justificar qualquer afastamento dos princ\u00edpios cooperativos. A observ\u00e2ncia \u00e0 ess\u00eancia \u00e9 que faz das cooperativas organiza\u00e7\u00f5es diferenciadas. Em cooperativas, aspectos como inova\u00e7\u00e3o devem atender aos valores da coopera\u00e7\u00e3o, focados em necessidades reais dos cooperados e com objetivo de contrapor a reprodutibilidade social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa cooperativa a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas \u201cquem sobrevive\u201d, mas sim, o tipo de tecido social que permanece depois. No exemplo de cooperativas agropecu\u00e1rias, quando pequenas propriedades desaparecem, desaparece junto uma rede social, cultural e econ\u00f4mica regional. Desaparece diversidade produtiva, sucess\u00e3o familiar e circula\u00e7\u00e3o local de renda. \u00c0s vezes, enquanto cooperativas celebram recordes hist\u00f3ricos de faturamento, sua base social original est\u00e1 sendo reduzida. Isso deveria, no m\u00ednimo, gerar desconforto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cooperativismo continua sendo uma das estruturas econ\u00f4micas mais interessantes j\u00e1 criadas. Devem ser estimuladas e apoiadas, pois suas premissas de atua\u00e7\u00e3o, quando alinhadas \u00e0 filosofia original, est\u00e3o entre as mais eficientes na promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a social. Mas ele est\u00e1 sendo capturado por uma racionalidade excessivamente financeira e empresarial, colocando em xeque sua natureza humanit\u00e1ria e socialmente transformadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um sistema que se orgulha de enfatizar sua origem e homenagear os pensadores precursores, \u00e9 mister refletir sobre o que estes diriam sobre o cooperativismo atual. O que diria o progressista social Robert Owen (1927) sobre o apoio expl\u00edcito e objetivo de cooperativas a governos alinhados ao capitalismo conservador. Ou talvez se precise avaliar o que diria o libert\u00e1rio Charles Fourier (1971) acerca de outros posicionamentos de cooperativas vinculadas \u00e0 pr\u00e1ticas an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o ou de pr\u00e1ticas de explora\u00e7\u00e3o ambiental, como nos casos de cooperativas de garimpeiros que operam com devasta\u00e7\u00e3o florestal no norte do pa\u00eds. Aspectos morais como estes s\u00e3o, ao mesmo tempo, causa e consequ\u00eancia de como cooperativas tem operado \u2013 mostram no m\u00ednimo como essa atua\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente da representa\u00e7\u00e3o social existente sobre essas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos extremos, quando h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de pr\u00e1ticas abusivas de cooperativas, \u00f3rg\u00e3os institucionais representativos se apressam em dizer que se trata de cooperativas falsas, utilizando, entre outros par\u00e2metros, o fato de n\u00e3o estarem legalmente vinculadas \u00e0s entidades representativas. Trata-se, por\u00e9m, de uma justificativa incorreta, pois o quesito principal de caracteriza\u00e7\u00e3o deveria ser outro: a observ\u00e2ncia de valores fundamentais da coopera\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que ocorre a\u00ed um dilema:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">se este for o crit\u00e9rio (seguir os valores originais), quantas das milhares de cooperativas oficialmente atuando, seriam consideradas verdadeiramente cooperativas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A linguagem cooperativista com termos t\u00e3o pr\u00f3prios do sistema \u2013 assembleia, associado, participa\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o pode ser apenas simb\u00f3lica, precisa ser efetiva. Para isso, \u00e9 preciso reconhecer de forma franca que se criaram v\u00e1rios cooperativismos diferentes no decorrer do tempo e alguns n\u00e3o servem verdadeiramente ao prop\u00f3sito original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num mundo em que a concentra\u00e7\u00e3o de renda tem alcan\u00e7ado marcas at\u00e9 h\u00e1 pouco inimagin\u00e1veis, o desafio contempor\u00e2neo talvez seja justamente este. Diferenciando quem faz o verdadeiro cooperativismo talvez se permita um futuro para o sistema, permanecendo competitivo sem destruir aquilo que justificou historicamente sua exist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL, Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Define a Pol\u00edtica Nacional de Cooperativismo, institui o regime jur\u00eddico das sociedades cooperativas, e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Define a Pol\u00edtica Nacional de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cooperativismo, institui o regime jur\u00eddico das sociedades cooperativas, e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lei <\/strong><strong>Ordin\u00e1ria<\/strong>, n. 5764, 5764, 16 dez. 1971. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5764.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5764.htm<\/a>. Acesso em: 17 nov. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FOURIER, Charles.&nbsp;<strong>The<\/strong><strong>utopian<\/strong><strong>vision<\/strong><strong>of<\/strong><strong>charles<\/strong><strong>fourier<\/strong><strong>\u2013<\/strong><strong>selected<\/strong><strong>texts<\/strong><strong>on<\/strong><strong>work,<\/strong><strong>love<\/strong><strong>and passionate attraction<\/strong>. Boston: Beacon Press, 1971. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/TheUtopianVisionOfCharlesFourierSelectedTextsOnWorkLoveAndPassionateAttraction\/mode\/2up\">https:\/\/archive.org\/details\/TheUtopianVisionOfCharlesFourierSelectedTextsOnWorkLoveAndPassi onateAttraction\/mode\/2up<\/a>. Acesso em: 24 maio 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OWEN, Robert.&nbsp;<strong>A<\/strong><strong>new<\/strong><strong>view<\/strong><strong>of<\/strong><strong>society and<\/strong><strong>other<\/strong><strong>writings<\/strong>. Reprinted. London: J. M. Dent &amp; Sons Ltd., 1927. (Everyman\u2019s library, n<sup>o<\/sup><sup>&nbsp;<\/sup>799). Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/owennewviewsocietyandotherwritings\/mode\/2up\">https:\/\/archive.org\/details\/owennewviewsocietyandotherwritings\/mode\/2up<\/a>. Acesso em: 26 fev. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SES-RIO. Rio de Janeiro Sedia o 1<sup>o<\/sup><sup>&nbsp;<\/sup>Festival Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria: Um Marco para o Setor.&nbsp;<em>In<\/em>: SECRETARIA ESPECIAL DE ECONOMIA SOLID\u00c1RIA (SES-RIO). 15 jun.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2026. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/ses.prefeitura.rio\/noticias\/rio-de-janeiro-sedia-o-1o-festival-nacional-de-economia-popular-e-solidaria-um-marco-para-o-setor\/\">https:\/\/ses.prefeitura.rio\/noticias\/rio-de-janeiro-sedia-o-1o-festival-nacional-de-economia-popular-e-solidaria-um-marco-para-o-setor\/<\/a>. Acesso em: 23 jun. 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*<strong>Alexandre Marcelo Schneider<\/strong>\u00a0\u00e9 professor de Cursos T\u00e9cnicos, Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o. Com carreira desenvolvida em cooperativas, atualmente se dedica a estudar o tema cooperativismo junto ao Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o da UFRGS (Estudos Organizacionais \/ Doutorado).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Artigo de Alexandre Marcelo Schneider*, publicado orginalmente por Outras Palavras Cooperativas s\u00e3o enaltecidas e festejadas como organiza\u00e7\u00f5es capazes de fazer frente \u00e0s distor\u00e7\u00f5es do capitalismo. <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/cooperativas-em-busca-de-sua-filosofia-original\/\" title=\"Diferen\u00e7as entre cooperativas desafiam sua identidade e seu prop\u00f3sito\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":5,"featured_media":38477,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","footnotes":""},"categories":[732],"tags":[64,66,67,75],"class_list":["post-38472","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-cooperativas","tag-cooperativismo-social","tag-cooperativismo-solidario","tag-economia-solidaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38472"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38472\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38478,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38472\/revisions\/38478"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}