{"id":38441,"date":"2026-07-03T16:46:21","date_gmt":"2026-07-03T19:46:21","guid":{"rendered":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/?p=38441"},"modified":"2026-07-03T16:52:26","modified_gmt":"2026-07-03T19:52:26","slug":"economia-popular-e-solidaria-da-politica-compensatoria-a-estrategia-nacional-de-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/economia-popular-e-solidaria-da-politica-compensatoria-a-estrategia-nacional-de-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Economia Popular e Solid\u00e1ria: da pol\u00edtica compensat\u00f3ria \u00e0 estrat\u00e9gia nacional de desenvolvimento\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Anne Sena<a href=\"https:\/\/unisolbahia.com.br\/2026\/07\/economia-popular-e-solidaria-da-politica-compensatoria-a-estrategia-nacional-de-desenvolvimento\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos conceitos foram t\u00e3o disputados na hist\u00f3ria brasileira quanto a ideia de desenvolvimento. Durante d\u00e9cadas, ela esteve associada ao crescimento econ\u00f4mico, \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, ao aumento da produtividade e \u00e0 expans\u00e3o dos mercados. Em diferentes momentos, esses elementos permitiram avan\u00e7os importantes na estrutura econ\u00f4mica do pa\u00eds. Entretanto, o Brasil do s\u00e9culo XXI nos obriga a reconhecer que crescimento e desenvolvimento n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos. Uma economia pode crescer e, ainda assim, reproduzir desigualdades, concentrar riqueza, precarizar rela\u00e7\u00f5es de trabalho e aprofundar assimetrias territoriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As transforma\u00e7\u00f5es ocorridas nas \u00faltimas d\u00e9cadas tornam essa constata\u00e7\u00e3o ainda mais evidente. A revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a financeiriza\u00e7\u00e3o da economia, a reorganiza\u00e7\u00e3o global das cadeias produtivas e a emerg\u00eancia da crise clim\u00e1tica colocaram em xeque paradigmas que durante muito tempo orientaram as pol\u00edticas econ\u00f4micas. O trabalho tornou-se mais inst\u00e1vel. A renda tornou-se mais concentrada. Os territ\u00f3rios passaram a disputar investimentos em condi\u00e7\u00f5es profundamente desiguais. Ao mesmo tempo, a riqueza produzida coletivamente passou a ser apropriada por grupos cada vez menores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse contexto que a Economia Popular e Solid\u00e1ria reaparece no debate nacional n\u00e3o como uma pol\u00edtica social complementar, mas como uma reflex\u00e3o estrat\u00e9gica sobre os rumos do desenvolvimento brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muito tempo, a Economia Popular e Solid\u00e1ria foi interpretada como uma resposta emergencial ao desemprego e \u00e0 exclus\u00e3o social. Essa leitura teve import\u00e2ncia hist\u00f3rica, especialmente nos anos em que milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras encontraram na coopera\u00e7\u00e3o e na autogest\u00e3o formas de garantir sua sobreviv\u00eancia diante das crises econ\u00f4micas. No entanto, limitar a Economia Popular e Solid\u00e1ria a essa fun\u00e7\u00e3o significa ignorar sua dimens\u00e3o mais profunda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paul Singer, principal formulador da pol\u00edtica p\u00fablica de economia solid\u00e1ria no Brasil, afirmava que ela representava muito mais do que uma alternativa de gera\u00e7\u00e3o de renda. Para ele, tratava-se de uma experi\u00eancia concreta de democratiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Sua relev\u00e2ncia n\u00e3o estava apenas na capacidade de produzir trabalho, mas na possibilidade de reorganizar as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas a partir da coopera\u00e7\u00e3o, da participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e da propriedade coletiva dos meios de produ\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, a Economia Popular e Solid\u00e1ria introduz uma quest\u00e3o frequentemente ausente dos debates econ\u00f4micos convencionais: quem decide sobre a economia?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa reflex\u00e3o ganha ainda mais for\u00e7a quando dialoga com as contribui\u00e7\u00f5es de Jos\u00e9 Luis Coraggio. O economista argentino sustenta que a economia n\u00e3o pode ser reduzida ao mercado. Ela \u00e9, antes de tudo, um conjunto de rela\u00e7\u00f5es sociais voltadas \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o ampliada da vida. Sob essa perspectiva, a produ\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o e o consumo de bens e servi\u00e7os n\u00e3o devem ser avaliados exclusivamente por sua capacidade de gerar lucro, mas tamb\u00e9m por sua contribui\u00e7\u00e3o para o bem-estar coletivo, para a sustentabilidade ambiental e para a reprodu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida das comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao aproximarmos essas formula\u00e7\u00f5es da realidade brasileira, percebemos que a Economia Popular e Solid\u00e1ria n\u00e3o ocupa um espa\u00e7o marginal. Ela est\u00e1 presente na agricultura familiar, nas cooperativas de reciclagem, nos bancos comunit\u00e1rios, nos fundos solid\u00e1rios, nas associa\u00e7\u00f5es produtivas, nos empreendimentos urbanos das periferias, nas redes de comercializa\u00e7\u00e3o, nas experi\u00eancias de economia do cuidado e em in\u00fameras iniciativas que movimentam diariamente a economia dos territ\u00f3rios. Trata-se de um campo econ\u00f4mico robusto, ainda que insuficientemente reconhecido pelas estat\u00edsticas e pelas estrat\u00e9gias tradicionais de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa invisibilidade n\u00e3o \u00e9 casual. Durante d\u00e9cadas, as pol\u00edticas econ\u00f4micas concentraram-se em grandes empresas, grandes investimentos e grandes projetos de infraestrutura. Embora importantes, esses instrumentos n\u00e3o foram capazes de enfrentar plenamente a profunda heterogeneidade estrutural da economia brasileira. O resultado foi a conviv\u00eancia entre setores altamente produtivos e milh\u00f5es de trabalhadores submetidos \u00e0 informalidade, \u00e0 baixa remunera\u00e7\u00e3o e \u00e0 exclus\u00e3o dos processos de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a discuss\u00e3o atual sobre reindustrializa\u00e7\u00e3o e sobre a Nova Ind\u00fastria Brasil abre uma oportunidade hist\u00f3rica. Ao recolocar o planejamento econ\u00f4mico no centro da agenda nacional, o pa\u00eds cria condi\u00e7\u00f5es para ampliar a compreens\u00e3o sobre quais atores devem participar do desenvolvimento. A reconstru\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva brasileira n\u00e3o pode estar dissociada da democratiza\u00e7\u00e3o das oportunidades econ\u00f4micas. N\u00e3o basta discutir quais setores ser\u00e3o priorizados. \u00c9 necess\u00e1rio discutir quem ter\u00e1 acesso ao cr\u00e9dito, \u00e0 tecnologia, aos mercados, ao conhecimento e aos processos decis\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente nesse ponto que a Economia Popular e Solid\u00e1ria se conecta ao debate contempor\u00e2neo sobre desenvolvimento. Ela n\u00e3o representa uma agenda paralela \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, \u00e0 inova\u00e7\u00e3o ou \u00e0 transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Ao contr\u00e1rio, pode constituir um dos instrumentos mais importantes para que esses processos ocorram de forma socialmente inclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, por exemplo, dificilmente ser\u00e1 bem-sucedida se n\u00e3o gerar trabalho e renda para milh\u00f5es de brasileiros. A expans\u00e3o da reciclagem, da economia circular, da agroecologia, das energias renov\u00e1veis comunit\u00e1rias e da bioeconomia exige a participa\u00e7\u00e3o ativa de cooperativas, associa\u00e7\u00f5es e empreendimentos coletivos. Da mesma forma, a democratiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica requer o fortalecimento de plataformas cooperativas, redes de inova\u00e7\u00e3o social e mecanismos que ampliem o acesso popular \u00e0s novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, a efetiva\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria torna-se uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica. O desafio n\u00e3o \u00e9 criar uma nova estrutura institucional. Essa constru\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi realizada ao longo de d\u00e9cadas por movimentos sociais, universidades, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e gestores p\u00fablicos comprometidos com essa agenda. O verdadeiro desafio consiste em consolidar essa arquitetura institucional, garantindo financiamento permanente, governan\u00e7a federativa, produ\u00e7\u00e3o de dados, assist\u00eancia t\u00e9cnica, forma\u00e7\u00e3o continuada e mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia brasileira demonstra que as pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de produzir transforma\u00e7\u00f5es estruturais foram justamente aquelas organizadas em sistemas nacionais. O Sistema \u00danico de Sa\u00fade, o Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social e o Sistema Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar demonstram que a articula\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para garantir continuidade, escala e efetividade. A Economia Popular e Solid\u00e1ria necessita alcan\u00e7ar esse mesmo patamar de institucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que fortalecer um segmento econ\u00f4mico espec\u00edfico, trata-se de ampliar a pr\u00f3pria capacidade da sociedade de participar da constru\u00e7\u00e3o do desenvolvimento. Como argumenta Marcio Pochmann, os desafios contempor\u00e2neos exigem novas formas de organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica capazes de combinar produtividade, inclus\u00e3o social e sustentabilidade. A supera\u00e7\u00e3o das desigualdades n\u00e3o ocorrer\u00e1 apenas pela redistribui\u00e7\u00e3o posterior da riqueza. Ela depende tamb\u00e9m da democratiza\u00e7\u00e3o dos processos de sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez seja essa a principal contribui\u00e7\u00e3o da Economia Popular e Solid\u00e1ria para o Brasil contempor\u00e2neo. Ela desloca o debate do crescimento econ\u00f4mico para a democratiza\u00e7\u00e3o da economia. Ela questiona a ideia de que o desenvolvimento pode ser medido apenas por indicadores macroecon\u00f4micos. Ela recoloca o trabalho, os territ\u00f3rios, a coopera\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o popular no centro da reflex\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num momento em que o pa\u00eds busca reconstruir sua capacidade produtiva, enfrentar a crise clim\u00e1tica e reduzir desigualdades hist\u00f3ricas, a Economia Popular e Solid\u00e1ria deixa de ser apenas uma pol\u00edtica voltada aos setores populares. Ela passa a representar uma das possibilidades mais consistentes para pensar um novo ciclo de desenvolvimento nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O futuro do Brasil depender\u00e1 da capacidade de produzir riqueza. Mas depender\u00e1, sobretudo, da capacidade de decidir coletivamente como essa riqueza ser\u00e1 produzida, distribu\u00edda e colocada a servi\u00e7o da sociedade. \u00c9 nesse horizonte que a Economia Popular e Solid\u00e1ria se apresenta n\u00e3o apenas como uma pol\u00edtica p\u00fablica, mas como um projeto democr\u00e1tico de desenvolvimento para o s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SINGER, Paul.&nbsp;<em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Economia Solid\u00e1ria<\/em>. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SINGER, Paul.&nbsp;<em>Economia Solid\u00e1ria<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CORAGGIO, Jos\u00e9 Luis.&nbsp;<em>Desarrollo Humano, Econom\u00eda Popular y Econom\u00eda del Trabajo<\/em>. Buenos Aires: Ediciones Ciccus, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CORAGGIO, Jos\u00e9 Luis.&nbsp;<em>Econom\u00eda Social y Solidaria: El trabajo antes que el capital<\/em>. Quito: Abya-Yala, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KRAYCHETE, Gabriel.&nbsp;<em>Economia dos Setores Populares: entre a realidade e a utopia<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KRAYCHETE, Gabriel; LARA, Francisco; COSTA, Beatriz (orgs.).&nbsp;<em>Economia dos Setores Populares entre a realidade e a utopia<\/em>. Salvador: CESE\/UCSAL, diversas edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">POCHMANN, Marcio.&nbsp;<em>O Trabalho sob Fogo Cruzado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">POCHMANN, Marcio.&nbsp;<em>Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BRASIL.&nbsp;<em>Nova Ind\u00fastria Brasil: Plano de A\u00e7\u00e3o para a Neoindustrializa\u00e7\u00e3o 2024\u20132033<\/em>. Bras\u00edlia: Governo Federal, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SENAES\/MTE.&nbsp;<em>Plano Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria<\/em>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, edi\u00e7\u00f5es recentes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"987\" height=\"1316\" src=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38445\" style=\"aspect-ratio:0.7500119940509508;width:147px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited.jpeg 987w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited-385x513.jpeg 385w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited-540x720.jpeg 540w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/Anne-Sena-Secretaria-Unicopas-edited-600x800.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 987px) 100vw, 987px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/unisolbahia.com.br\/2026\/07\/economia-popular-e-solidaria-da-politica-compensatoria-a-estrategia-nacional-de-desenvolvimento\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;<strong>Anne Sena<\/strong>&nbsp;\u00e9 economista, especialista em viabilidade econ\u00f4mica e gest\u00e3o democr\u00e1tica, presidenta da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solid\u00e1rios do Estado da Bahia \u2013 UNISOL Bahia e integrante da dire\u00e7\u00e3o nacional da UNICOPAS \u2013 Uni\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es cooperativas solidarias. Atua h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas na articula\u00e7\u00e3o de iniciativas de cooperativismo, autogest\u00e3o, finan\u00e7as solid\u00e1rias, desenvolvimento sustent\u00e1vel e inclus\u00e3o produtiva em territ\u00f3rios urbanos e rurais. \u00c9 dirigente do Setorial Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria do Partido dos Trabalhadores (PT) e tem participado da formula\u00e7\u00e3o de propostas voltadas ao fortalecimento do Sistema Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria, da democratiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e da constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de desenvolvimento sustent\u00e1vel para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Por Anne Sena[1] Poucos conceitos foram t\u00e3o disputados na hist\u00f3ria brasileira quanto a ideia de desenvolvimento. 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