{"id":38104,"date":"2026-02-19T14:52:00","date_gmt":"2026-02-19T17:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/?p=38104"},"modified":"2026-02-19T14:52:02","modified_gmt":"2026-02-19T17:52:02","slug":"economia-solidaria-e-uma-nova-relacao-com-a-natureza-e-com-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/economia-solidaria-e-uma-nova-relacao-com-a-natureza-e-com-o-mundo\/","title":{"rendered":"&#8220;Economia solid\u00e1ria \u00e9 uma nova rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com o mundo&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Gilberto Carvalho explica que o cooperativismo pode diminuir as desigualdades e tornar mundo mais inclusivo e justo. Ele defende que Economia Solid\u00e1ria seja um minist\u00e9rio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A economia solid\u00e1ria pode ser uma alternativa concreta a um modelo excludente de desenvolvimento. \u00c9 o que\u00a0 defende o ex-ministro Gilberto Carvalho, hoje titular da\u00a0Secretaria Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria do Minist\u00e9rio do Trabalho. Em entrevista \u00e0\u00a0Rede PT de Comunica\u00e7\u00e3o,\u00a0Gilberto fala sobre o futuro do modelo no Brasil, sobre os desafios de criar uma cultura de solidariedade em um mundo onde o individualismo \u00e9 muito presente, e defende que a economia solid\u00e1ria fa\u00e7a parte do programa do governo de forma mais ativa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Gilberto Carvalho, que tamb\u00e9m \u00e9 fil\u00f3sofo e especialista em gest\u00e3o p\u00fablica, j\u00e1 foi ministro da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica e Chefe de Gabinete da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Segundo ele, \u00e9 hora de colocar a economia solid\u00e1ria no patamar de investimentos competitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio explica que a experi\u00eancia de uma economia solid\u00e1ria ultrapassa as quest\u00f5es de mercado. \u201cA economia solid\u00e1ria \u00e9 mais do que apenas produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m uma filosofia de vida de uma nova rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e uma nova rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com o mundo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi palestrante do<a href=\"https:\/\/pt.org.br\/encontro-setorial-da-economia-solidaria-reune-liderancas-nacionais-do-pt\/\">\u00a0Encontro do Setorial de Economia Solid\u00e1ria do Partido dos Trabalhadores,<\/a>\u00a0que aconteceu nos dias 03 e 04 de fevereiro, em Salvador (BA).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Confira os principais trechos da conversa:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De que forma o Encontro do Setorial de Economia Solid\u00e1ria pode refor\u00e7ar o debate sobre uma economia inclusiva no Brasil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>&nbsp;N\u00f3s estamos numa fase de renova\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do setorial. Ent\u00e3o, a expectativa \u00e9 que haja uma esp\u00e9cie de retomada, que nos permita fazer um replanejamento nos pr\u00f3ximos dois, tr\u00eas anos. N\u00f3s estamos felizes porque veio gente de muitos cantos do Brasil [no encontro] e a gente espera que nos ajude a fazer um processo de sensibiliza\u00e7\u00e3o do conjunto da milit\u00e2ncia do PT para a compreens\u00e3o do que \u00e9 a economia solid\u00e1ria que, a nosso ver, \u00e9 um importante caminho de transi\u00e7\u00e3o de uma sociedade excludente para um modo de produ\u00e7\u00e3o inclusivo, um modo de produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 capaz de gerar um desenvolvimento sustent\u00e1vel na base do cooperativismo. Esse encontro teve, sobretudo, a miss\u00e3o de planejar um processo que consiga sensibilizar o nosso partido para a import\u00e2ncia dos processos da economia solid\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Existe, a partir do encontro, a perspectiva de incidir o tema nos programas do Governo, incluindo a\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 economia solid\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0<\/strong>\u00a0N\u00f3s entendemos, e vamos disputar isso, que a economia solid\u00e1ria precisa ocupar um espa\u00e7o muito diferente do que ela ocupa hoje. A economia solid\u00e1ria hoje \u00e9 uma pequena Secretaria dentro do Minist\u00e9rio do Trabalho, com uma dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria muito pequena e uma estrutura tamb\u00e9m muito estreita.\u00a0N\u00f3s vamos disputar no programa de governo um lugar para a economia solid\u00e1ria. Nosso sonho \u00e9 que ela venha a ser um minist\u00e9rio, que ela tenha um espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o dentro do governo, com capacidade de criar, de fato, um processo amplo do Brasil de qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores para o trabalho solid\u00e1rio, cooperativado. Queremos, tamb\u00e9m, fomentar recursos para viabilizar o surgimento dos empreendimentos. Qualquer empreendimento capitalista quando se apresenta no munic\u00edpio, por exemplo, recebe o terreno de gra\u00e7a, recebe isen\u00e7\u00e3o de IPTU, recebe est\u00edmulos dos mais variados, e n\u00e3o \u00e9 o caso da economia solid\u00e1ria. N\u00f3s queremos disputar essa posi\u00e7\u00e3o para que haja um est\u00edmulo forte para a economia solid\u00e1ria.\u00a0Nesse momento em que n\u00f3s estamos trabalhando a perspectiva de um projeto de desenvolvimento sustent\u00e1vel com transi\u00e7\u00e3o justa, \u00e9 fundamental que nesse processo a economia solid\u00e1ria possa ocupar um espa\u00e7o porque ela \u00e9, de fato, uma solu\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos um casamento natural com a agroecologia, com a agricultura org\u00e2nica, com modelos saud\u00e1veis de trabalho e de consumo tamb\u00e9m. A economia solid\u00e1ria \u00e9 muito mais do que apenas a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m uma filosofia de vida de uma nova rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas e uma nova rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que a economia solid\u00e1ria representa hoje no universo da economia brasileira?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Ela \u00e9 bastante relevante hoje na \u00e1rea da agricultura familiar, na \u00e1rea rural, mas ainda \u00e9 pouco relevante na \u00e1rea urbana, nas \u00e1reas comercial, financeira, industrial. E h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o importante para isso. No primeiro Governo Lula, foram criados programas como o PAA (Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos), em que a Conab compra alimento diretamente da agricultura familiar, mas coloca como condi\u00e7\u00e3o o fato de que o agricultor tem que estar associado ou cooperativado, ou seja, fazendo parte de uma cooperativa ou de uma associa\u00e7\u00e3o, ele garante, e junto com o PAA, o PNAE (Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar), com as mesmas condi\u00e7\u00f5es, ele faz com que essa compra p\u00fablica, essa aquisi\u00e7\u00e3o p\u00fablica por parte do governo dos alimentos. De um lado garante para o agricultor e suas cooperativas e associa\u00e7\u00f5es uma venda certa, uma venda por pre\u00e7o superior ao pre\u00e7o que os atravessadores pagam e, ao mesmo tempo, ela estimula a forma\u00e7\u00e3o.\u00a0Hoje podemos dizer que j\u00e1 \u00e9 relevante na economia da agricultura familiar a presen\u00e7a dessas a\u00e7\u00f5es cooperativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto que, na \u00e1rea urbana, n\u00f3s n\u00e3o temos nenhum programa governamental, nem de financiamento e nem de compra p\u00fablica, pelo menos at\u00e9 agora n\u00e3o existe. N\u00f3s temos o caso de uma associa\u00e7\u00e3o nossa, uma rede nossa chamada Justa Trama, que est\u00e1 sediada em Porto Alegre, mas que tem ramifica\u00e7\u00f5es no Nordeste. Essa rede produz algod\u00e3o org\u00e2nico em Tau\u00e1, no Cear\u00e1 e em Mossor\u00f3, no Rio Grande do Norte. Esse algod\u00e3o org\u00e2nico \u00e9 enviado para uma f\u00e1brica ocupada de economia solid\u00e1ria, em Minas e depois j\u00e1 os fios e parte do tecido enviados para Porto Alegre, onde se confeccionam roupas de muita qualidade. Esse pessoal j\u00e1 conseguiu uma compra p\u00fablica, conseguiu que os hospitais Concei\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma rede federal de hospitais de Porto Alegre, comprassem os len\u00e7\u00f3is, toda a roupa de cama, para uma grande parte do hospital, o que ajudou o hospital a ter um len\u00e7ol de qualidade e ajudou a cooperativa a ter uma renda bastante importante. Ent\u00e3o, esse \u00e9 um esbo\u00e7o de compra p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio Grande do Norte, a governadora F\u00e1tima Bezerra conseguiu criar uma lei que permite que as cooperativas recebam encomendas para fabricar aventais, m\u00e1scaras, e outros itens. Ent\u00e3o, esse elemento do fomento do Estado atrav\u00e9s da compra p\u00fablica \u00e9 essencial para dinamizar uma cooperativa. Mas isso n\u00e3o est\u00e1 dado no Brasil todo. Hoje n\u00f3s temos, em geral, a economia solid\u00e1ria na \u00e1rea urbana, muito restrita apenas \u00e0s feiras, que s\u00e3o importantes, porque s\u00e3o momentos de venda, mas n\u00e3o s\u00e3o, em geral, renda principal, s\u00e3o renda complementar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O presidente Lula, na sua mensagem ao Congresso, falou que \u00e9 urgente regular o trabalho por aplicativos e a prioridade de diminuir a escala 6\u00d71. De que maneira a economia solid\u00e1ria estaria afinada ou poderia contribuir com essas pautas?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0<\/strong>\u00a0N\u00f3s temos aqui um duplo envolvimento nesse tema. Primeiro, porque a nossa\u00a0Secretaria (Secretaria Nacional de Economia Popular e Solid\u00e1ria)\u00a0est\u00e1 envolvida nesse debate da regulamenta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em aplicativos. Mas junto com isso, n\u00f3s estamos apoiando a forma\u00e7\u00e3o de cooperativas de trabalhadores de plataforma. N\u00f3s conseguimos um recurso para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o do software para as cooperativas funcionarem. Uma cooperativa de trabalhador de plataforma, seja de entregador, seja de motorista, ela precisa ter o equipamento, o software que permita organizar as corridas, organizar as entregas, a remunera\u00e7\u00e3o e assim por diante, assim como a Uber 99 e as outras t\u00eam. S\u00e3o softwares p\u00fablicos, qualquer cooperativa vai poder utilizar. N\u00f3s entendemos que esse tema do trabalho em plataforma sem as cooperativas \u00e9 muito dif\u00edcil que haja justi\u00e7a.\u00a0Mesmo regulamentando o trabalho, o modelo de neg\u00f3cio criado pelas grandes empresas \u00e9 um modelo explorador, que rompe com as garantias tradicionais do trabalhador. Mesmo com a regulamenta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em vias de ser discutida e, se Deus quiser aprovada no Congresso, ainda vai permanecer um processo de explora\u00e7\u00e3o muito grande. N\u00f3s estamos investindo pesado na forma\u00e7\u00e3o dessas cooperativas de trabalhadores de plataforma. Come\u00e7ou com motoristas, j\u00e1 tem uma cooperativa chamada Liga Coop que est\u00e1 se implantando em todo o pa\u00eds, ainda incipiente, evidentemente.\u00a0Estamos come\u00e7ando a trabalhar com cooperativas de entrega, mas queremos avan\u00e7ar para outros setores, por exemplo, a economia do cuidado, tanto as cuidadoras como as empregadas dom\u00e9sticas, as diaristas, s\u00e3o fortemente exploradas j\u00e1 por plataformas de aplicativos, ent\u00e3o para elas tamb\u00e9m n\u00f3s queremos tentar investir na forma\u00e7\u00e3o de cooperativas de trabalho.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre economia popular, economia solid\u00e1ria e economia circular?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0 <\/strong>A <strong>economia popular<\/strong>,\u00a0comumente falando, \u00e9 a economia do empreendedor individual, do empreendedor que \u00e0s vezes ou por estar desempregado ou por n\u00e3o querer se submeter a um processo de trabalho assalariado toma a sua iniciativa. Pode ser a senhora que vende o pastel na porta da escola ou numa feira, at\u00e9 o empreendedor que\u00a0 monta o seu pequeno neg\u00f3cio e que em geral ou est\u00e1 no MEI ou est\u00e1 completamente informalizado.\u00a0 Toda a quest\u00e3o dos vendedores ambulantes no pa\u00eds, tudo isso \u00e9 entendido como economia popular. Este tipo de atividade cresceu muito no Brasil nos \u00faltimos tempos e, quando a gente fala que n\u00f3s estamos numa situa\u00e7\u00e3o de quase pleno emprego, tem que levar em conta que uma parte importante disso \u00e9 essa economia que se confunde com a economia informal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> economia circular<\/strong>\u00a0\u00e9 entendida como a atividade da economia que recicla que reaproveita materiais. \u00c9 a economia do reaproveitamento de qualquer material que de alguma forma possa ser reaproveitado e pode ser reciclado, sobretudo de materiais como pl\u00e1stico, papel, metal.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> economia solid\u00e1ria<\/strong>\u00a0tem uma outra marca, que \u00e9 a do coletivo. Ela n\u00e3o \u00e9 jamais individual. Tem que ter no m\u00ednimo tr\u00eas pessoas para construir um empreendimento que seja caracterizado como economia solid\u00e1ria, e pode chegar a 200, 300 dependendo do tamanho da cooperativa ou da associa\u00e7\u00e3o. Outra caracter\u00edstica \u00e9 que a economia solid\u00e1ria tem um regime de autogest\u00e3o ou gest\u00e3o democr\u00e1tica. Nesse modelo n\u00e3o h\u00e1 um patr\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 um dono dos meios de produ\u00e7\u00e3o. Todos os trabalhadores s\u00e3o donos do meio de produ\u00e7\u00e3o e eles fazem a gest\u00e3o atrav\u00e9s de uma organiza\u00e7\u00e3o interna, tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 partilha dos ganhos.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pode citar alguns exemplos de cooperativas que j\u00e1 trabalham com o modelo de economia solid\u00e1ria?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0No pa\u00eds n\u00f3s temos, por exemplo, uma rede importante que chama-se Unicrab, que \u00e9 a rede de cooperativas ligadas ao MST, toda voltada para a agricultura familiar, mas de grande produ\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma outra rede que se chama Unicafes, que \u00e9 a Uni\u00e3o Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar. Eles t\u00eam cooperativas e produzem derivados de milho. Temos tamb\u00e9m a Unisol, que \u00e9 uma terceira rede que trabalha no setor industrial, temos algumas f\u00e1bricas que foram ocupadas pelos trabalhadores e que hoje est\u00e3o governadas pelos pr\u00f3prios trabalhadores. A Uniforge, em Diadema, que \u00e9 o caso mais conhecido de maior presen\u00e7a na economia, produz grandes pe\u00e7as para sondas, para navios e para grandes tratores e tamb\u00e9m tem um ramo agr\u00edcola, sobretudo no Vale do Ribeira.\u00a0 Eles t\u00eam uma central de 11 cooperativas que produzem banana e derivados e distribuem em todo o estado de S\u00e3o Paulo, com contratos para merenda escolar. Temos,\u00a0 finalmente, a Unicatadores, que re\u00fane as cooperativas ligadas ao movimento dos catadores pelo Brasil.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma outra \u00e1rea mais recente, muito importante, que \u00e9 a de finan\u00e7a solid\u00e1ria. No Brasil temos hoje mais de 300 bancos que produzem uma moeda pr\u00f3pria, que fazem financiamento a juros completamente diferentes dos bancos normais e que permitem tamb\u00e9m a circula\u00e7\u00e3o de uma moeda local que valoriza o com\u00e9rcio local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Brasil tem uma pol\u00edtica nacional institu\u00edda a partir de uma lei que criou o sistema de economia solid\u00e1ria. Quais s\u00e3o os principais obst\u00e1culos para o avan\u00e7o da economia solid\u00e1ria no pa\u00eds?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Gilberto Carvalho:<\/strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Depois de 12 anos n\u00f3s conseguimos no final de 2024 aprovar a lei Paul Singer e conseguimos a regulamenta\u00e7\u00e3o dessa lei no final do ano passado, o que nos d\u00e1 a possibilidade de cada vez mais transformar de fato a economia solid\u00e1ria numa pol\u00edtica p\u00fablica. Significa que o governo pode financiar, pode estimular, pode dinamizar a economia solid\u00e1ria atrav\u00e9s de financiamentos.\u00a0At\u00e9 agora n\u00e3o h\u00e1 um processo de amplo financiamento, de financiamento real da economia solid\u00e1ria pelos bancos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra quest\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de sistemas de qualifica\u00e7\u00e3o, seja profissional, seja sociopol\u00edtica. A solidariedade n\u00e3o \u00e9 trivial, n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o \u00e9 cultural na nossa sociedade, infelizmente. A cultura \u00e9 outra, a cultura \u00e9 do&nbsp;<em>farinha pouco, meu pir\u00e3o primeiro.&nbsp;<\/em>Essa nova cultura \u00e9 a cultura da solidariedade. Ent\u00e3o, h\u00e1 todo um processo de prepara\u00e7\u00e3o das pessoas, de treinamento permanente e de qualifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Germana Accioly, para a Rede PT de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Gilberto Carvalho explica que o cooperativismo pode diminuir as desigualdades e tornar mundo mais inclusivo e justo. Ele defende que Economia Solid\u00e1ria seja um minist\u00e9rio. <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/economia-solidaria-e-uma-nova-relacao-com-a-natureza-e-com-o-mundo\/\" title=\"&#8220;Economia solid\u00e1ria \u00e9 uma nova rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com o mundo&#8221;\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":5,"featured_media":38105,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","footnotes":""},"categories":[648,1],"tags":[67,75],"class_list":["post-38104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia-solidaria","category-noticias","tag-cooperativismo-solidario","tag-economia-solidaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38104"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38106,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38104\/revisions\/38106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}