{"id":33803,"date":"2019-10-04T10:13:37","date_gmt":"2019-10-04T13:13:37","guid":{"rendered":"http:\/\/unicopas.org.br\/?p=33803"},"modified":"2022-03-14T16:31:19","modified_gmt":"2022-03-14T19:31:19","slug":"confiar-criar-crescer-cooperativismo-solidario-para-autonomia-das-mulheres-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/confiar-criar-crescer-cooperativismo-solidario-para-autonomia-das-mulheres-rurais\/","title":{"rendered":"Confiar, criar, crescer: cooperativismo solid\u00e1rio para autonomia das mulheres rurais"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>\u201cO elefante \u00e9 um animal bem grande, mas a lenda diz que ele tem medo de rato. E o rato era eu!\u201d<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p>A fala \u00e9 de Ivanete de Souza, agricultora do interior de\nSanta Catarina, uma das s\u00f3cias-fundadoras da Cooperativa de Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria\nde Jaragu\u00e1 do Sul, criada em 2004 para beneficiar a comercializa\u00e7\u00e3o de leite de\npequenos produtores da regi\u00e3o. Cinco anos ap\u00f3s sua funda\u00e7\u00e3o, o maior cargo de\ngest\u00e3o da cooperativa, a presid\u00eancia, foi ocupado por uma mulher. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTivemos alguns problemas e, em 2009, o ent\u00e3o presidente\nsaiu. Durante as elei\u00e7\u00f5es algu\u00e9m falou meu nome. Fui votada e fiquei na presid\u00eancia\npor oito anos\u201d, relembra Ivanete que, durante o primeiro mandato, era a \u00fanica\nentre os homens. No segundo, ela conseguiu trazer para a cooperativa mais duas\nmulheres que assumiram o comando junto com ela. Ivanete foi buscar mais\nconhecimento sobre cooperativismo, filiou-se \u00e0 Unicafes (Uni\u00e3o Nacional das\nCooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solid\u00e1ria), uma das centrais\nafiliadas \u00e0 Unicopas (Uni\u00e3o Nacional das Organiza\u00e7\u00f5es Cooperativistas\nSolid\u00e1rias). <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer mulher foi meu principal desafio. Quando eu assumi eu\nouvi de muitas pessoas: ela nem sabe o que est\u00e1 fazendo. N\u00e3o devia nem estar l\u00e1\ndentro. Eu morria de medo de tudo e de todos. Tinha uns senhores grand\u00f5es que\nme diziam: a cooperativa tem de continuar, voc\u00ea tem de dar conta. A respons\u00e1vel\n\u00e9 voc\u00ea! E eu morria de medo disso. At\u00e9 que um dia eu descobri que eu n\u00e3o\nprecisava ter medo deles e podia enfrenta-los de igual para igual\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada dela \u00e0 presid\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser\nalterada. Do leite e da banana, a cooperativa passou a trabalhar com\nhortali\u00e7as. No segundo ano de mandato, 2010, elas come\u00e7aram a atender v\u00e1rios\nmun\u00edcipios da regi\u00e3o por meio do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar\n(PNAE) e o salto foi grande. De acordo com Ivanete, de um faturamento anual que\ngirava em torno de R$ 90 mil, a cooperativa chegou a atingir o auge de R$ 3,5\nmilh\u00f5es. \u201cHoje somos 61 cooperados, atendemos 4 munic\u00edpios via PNAE, nosso\ncarro-chefe s\u00e3o as hortali\u00e7as e, neste ano, nosso faturamento deve girar em\ntorno de R$ 3 milh\u00f5es\u201d, comemora. <\/p>\n\n\n\n<p>Mais que isso, outro motivo de orgulho \u00e9 o trabalho que come\u00e7ou a desenvolver com as mulheres da comunidade. Em 2016, a cooperativa conseguiu montar uma unidade de processamento de hortali\u00e7as formado por um coletivo de cinco mulheres que descascam, cortam, embalam e vendem os produtos para restaurantes e ind\u00fastrias de produ\u00e7\u00e3o alimentar da regi\u00e3o. \u00c9 um processo de mudan\u00e7a que, segundo ela, aos poucos, vem sendo constru\u00eddo. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos com a unidade de processamento comandado pelas mulheres, elas mesmas ficaram receosas, mas hoje elas t\u00eam mais for\u00e7a. Eu sempre digo: s\u00e3o voc\u00eas quem decidem. Eu sempre simbolizei que o elefante \u00e9 um animal bem grande, mas a lenda diz que ele tem medo de rato. E o rato era eu (risos). Eu consegui! Quando eu perdi o medo eu enfrentei de igual para igual\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1133\" height=\"850\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/unicopas.org.br\/unicopas\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as.jpg?fit=960%2C720&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-33804\" srcset=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as.jpg 1133w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-684x513.jpg 684w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-768x576.jpg 768w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-960x720.jpg 960w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-678x509.jpg 678w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-326x245.jpg 326w, https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/10\/unidade-de-processamento-de-hortali\u00e7as-80x60.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 1133px) 100vw, 1133px\" \/><figcaption>Unidade de processamento de hortali\u00e7as. Foto: Copajas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Ivanete o cooperativismo \u00e9 sin\u00f4nimo de eleva\u00e7\u00e3o da\nalma, de evolu\u00e7\u00e3o para as mulheres. Ela conta um caso de outra mulher do grupo\nem que o marido saiu da empresa e foi para a ro\u00e7a trabalhar junto com a esposa\nporque enxergou o tanto que ela estava evoluindo. \u201cAgora ele chega e diz para\nela: oh, se na semana que vem voc\u00ea n\u00e3o vier trabalhar comigo na ro\u00e7a, eu vou\nficar aqui sentado. Ele foi trabalhar naquilo que ela acredita, porque ela\nconseguiu administrar o trabalho dela, o tempo dela. Outro caso \u00e9 de uma\ncooperada que chegava e dizia: ai, meu Deus, preciso fazer meu marido fazer as\ncoisas em casa. Eu sempre dizia que era para ir aos poucos. Recentemente, ela\npassou por uma cirurgia e o marido tomou conta de tudo dentro de casa. Ver elas\nganhando essa autonomia me enche de orgulho\u201d. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cO cooperativismo solid\u00e1rio empodera\nas mulheres\u201d<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de 20 anos atuando no setor de produ\u00e7\u00e3o do MST (Movimento\ndos Trabalhadores Rurais Sem Terra), por meio da cooperativa central das \u00e1reas\nde Reforma Agr\u00e1ria do Cear\u00e1 (CCA), atrav\u00e9s da Concrab (Confedera\u00e7\u00e3o das\nCooperativas de Reforma Agr\u00e1ria do Brasil), tamb\u00e9m afiliada \u00e0 Unicopas, Ant\u00f4nia\nIvoneide enxerga o cooperativismo solid\u00e1rio como um forte instrumento de\nempoderamento das mulheres rurais, mesmo frente \u00e0s dificuldades que elas ainda\nt\u00eam de enfrentar. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer\u00e1 que o nosso cooperativismo \u00e9 inovador? N\u00f3s temos um\ncooperativismo composto por maioria homens, brancos e com uma certa idade. Ou seja,\ntemos mulheres, negros, jovens que n\u00e3o est\u00e3o sendo inseridos nos processos do\ncooperativismo como um todo\u201d, questiona. Ivoneide conta que na Feira Nacional\ndo MST, mais da metade (em torno de 56%) \u00e9 mulher. \u201cElas deixam suas casas,\nsuas fam\u00edlias para irem para S\u00e3o Paulo. Ir para a feira \u00e9 muito mais que levar\nprodutos, \u00e9 levar e buscar conhecimento\u201d, destaca. Ela afirma ainda que, quando\nse trata de comercializar diretamente nas feiras, quem assume \u00e9 a mulher, mas\nquando se trata da discuss\u00e3o pol\u00edtica, os homens est\u00e3o \u00e0 frente. <\/p>\n\n\n\n<p>Realidade retratada em um estudo organizado e realizado pela\nUnicafes, em parceria com a UNILA (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o\nLatino-Americana), com o Observat\u00f3rio AFLA (Agriculturas Familiares\nLatino-Americanas), e com a REAF (Reuni\u00e3o Especializada sobre Agricultura\nFamiliar do Mercosul). A pesquisa <em>\u2018Participa\u00e7\u00e3o\ndas mulheres em espa\u00e7os cooperativos\u2019<\/em> constatou que somente 20% das\nmulheres entrevistadas participam de comiss\u00e3o diretiva, em assentos de agente,\nconselheira fiscal, coordena\u00e7\u00e3o, diretora conselheira, gerente geral ou\npresid\u00eancia, por exemplo. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara que a gente possa aumentar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres\nnesses espa\u00e7os, eu sempre digo que s\u00e3o necess\u00e1rios quatro elementos\nfundamentais: motiva\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es adequadas, resultado e constru\u00e7\u00e3o de\nprocessos participativos\u201d, defende Ivoneide. De acordo com ela, na pr\u00e1tica da\nprodu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as mulheres que est\u00e3o \u00e0 frente. \u201c\u00c9 uma economia invisibilizada porque\na mulher n\u00e3o \u00e9 reconhecida como produtora. \u00c9 muito comum no interior dizer que\na mulher ajuda, mas n\u00e3o \u00e9 ajudar, porque, na verdade, \u00e9 a mulher quem coordena\no processo de produ\u00e7\u00e3o diretamente, principalmente em pequenas propriedades\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Em um comparativo, Ivoneide costuma dizer que \u201cos homens\npensam grande, mas as mulheres pensam longe\u201d. Isso porque, conforme ela, as\nmulheres s\u00e3o capazes de pensar todo o conjunto de estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o. \u201cPor\nexemplo, no Nordeste, enquanto os homens defendem que tem de ter gado, as\nmulheres defendem que tem de ter galinha caipira, caprinos, ovinos que s\u00e3o mais\nsustent\u00e1veis para a realidade de semi\u00e1rido da regi\u00e3o. Ou seja, isso \u00e9 mais do\nque pensar grande, \u00e9 pensar longe\u201d, salienta. <\/p>\n\n\n\n<p>Criar condi\u00e7\u00f5es na vida das mulheres, como a conquista da\nautonomia financeira, \u00e9 um dos benef\u00edcios do cooperativismo e da economia\nsolid\u00e1ria. \u201cE quem adquire autonomia financeira se fortalece para enfrentar a viol\u00eancia,\nse sente mais valorizada e vai para o enfrentamento dos pr\u00f3prios medos, suas\npr\u00f3prias vergonhas. \u00c9 muito comum a gente ouvir: eu tenho vergonha de falar l\u00e1\nna frente. Eu n\u00e3o tenho capacidade de debater esse tema. Mas quando a gente v\u00ea\noutras mulheres fazendo essas coisas, nos sentimos encorajadas, empoderadas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Campanha 2019 #MulheresRurais,\nMulheres com Direitos <\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>De 1\u00ba a 15 de outubro, a Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres\ncom Direitos promove 15 dias de mobiliza\u00e7\u00e3o para valorizar a contribui\u00e7\u00e3o das\ntrabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento\nSustent\u00e1vel relacionadas \u00e0 igualdade de g\u00eanero e ao fim da pobreza rural. O\ntema norteador da quinzena ativista \u00e9 \u201cO futuro \u00e9 junto com as mulheres\nrurais\u201d, com a hashtag #JuntoComAsMulheresRurais.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal objetivo da campanha \u00e9 destacar o trabalho promovido por pescadoras, agricultoras, extrativistas, ind\u00edgenas e afrodescendentes. A campanha no Brasil \u00e9 coordenada pela <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/www.agricultura.gov.br\/noticias\/cooperativismo-solidario-contribui-para-autonomia-das-mulheres-rurais\" target=\"_blank\">Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA)<\/a>, em parceria com a FAO, a ONU Mulheres, a Reuni\u00e3o Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Dire\u00e7\u00e3o-Geral do Desenvolvimento Rural do Minist\u00e9rio da Pecu\u00e1ria, Agricultura e Pesca do Uruguai.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"crp-list-title\">15 Dias de Ativismo<\/h3><ul class=\"crp-list\"><li class=\"crp-list-item crp-list-item-image-none\"><div class=\"crp-list-item-title\"><a href=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/campanha-regional-promove-15-dias-de-mobilizacao-pelos-direitos-das-mulheres-do-campo\">Campanha Regional promove 15 dias de mobiliza\u00e7\u00e3o pelos direitos das mulheres do campo<\/a><\/div><\/li><li class=\"crp-list-item crp-list-item-image-none\"><div class=\"crp-list-item-title\"><a href=\"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/agricultura-familiar\/por-meio-da-poesia-cafeicultora-valoriza-a-agricultura-e-o-trabalho-da-mulher-rural\">Por meio da poesia, cafeicultora valoriza a agricultura e o trabalho da mulher rural<\/a><\/div><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u201cO elefante \u00e9 um animal bem grande, mas a lenda diz que ele tem medo de rato. 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