{"id":27149,"date":"2019-05-02T16:19:40","date_gmt":"2019-05-02T19:19:40","guid":{"rendered":"http:\/\/unicopas.org.br\/?p=27149"},"modified":"2022-03-14T16:32:35","modified_gmt":"2022-03-14T19:32:35","slug":"maior-producao-de-arroz-organico-da-america-latina-e-fruto-do-cooperativismo-solidario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/unicopas.org.br\/noticias\/maior-producao-de-arroz-organico-da-america-latina-e-fruto-do-cooperativismo-solidario\/","title":{"rendered":"Maior produ\u00e7\u00e3o de arroz org\u00e2nico da Am\u00e9rica Latina \u00e9 fruto do cooperativismo solid\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Roberta Coimbra fala sobre o trabalho enquanto cooperativista solid\u00e1ria. Ela que viveu a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia na periferia de Gravata\u00ed, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, hoje faz parte da dire\u00e7\u00e3o executiva do Setor de Produ\u00e7\u00e3o do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado ga\u00facho, que ajuda a viabilizar a atividade de cooperativas organizadas dentro do movimento. Conhe\u00e7a essa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em busca de uma vida melhor, Roberta, ainda menina, descobriu o curso t\u00e9cnico agr\u00edcola em uma cidade pr\u00f3xima, onde iniciava-se uma experi\u00eancia piloto em que as crian\u00e7as poderiam cursar o ensino fundamental junto com o curso t\u00e9cnico agropecu\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEu fiz parte de uma das turmas piloto. Junto comigo ingressaram v\u00e1rios filhos de assentados da regi\u00e3o. E foi nesta escola o meu primeiro contato com o cooperativismo. N\u00f3s t\u00ednhamos uma cooperativa de alunos, mas alguns professores tamb\u00e9m participavam. Depois de formada eu consegui integrar a Cooperativa Colmeia de Porto Alegre. Esta foi a primeira cooperativa a fazer de maneira abrangente o debate sobre a agricultura org\u00e2nica. Foi ela quem iniciou o processo de feiras agroecol\u00f3gicas e foi ali que eu tive meu primeiro contato com os assentamentos da reforma agr\u00e1ria\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>E assim ela conheceu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e se apaixonou. Viu na organiza\u00e7\u00e3o uma possibilidade real de melhorar de vida. De viver melhor do que na periferia de uma grande cidade. \u201cEnt\u00e3o, aos 18 anos, eu comecei a contribuir j\u00e1 na organiza\u00e7\u00e3o de uma frente de massa em uma a\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o de uma fazenda que virou o assentamento onde eu vivo h\u00e1 19 anos\u201d.<\/p>\n<p>Com o ensino m\u00e9dio completo e um curso t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria, Roberta acumulou experi\u00eancia em agroecologia, tanto na cooperativa quanto no movimento. Al\u00e9m de participar do movimento, hoje, ela toca um lote junto com as duas filhas onde trabalham com a produ\u00e7\u00e3o de sementes org\u00e2nicas, um pouco de fruta e produ\u00e7\u00e3o de leite, al\u00e9m da pr\u00f3pria subsist\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cToda a minha vida, desde a adolesc\u00eancia, sempre foi em torno do cooperativismo. \u00c9 um modelo que eu acredito! Na cooperativa, al\u00e9m do trabalho, voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 dono. Todo mundo precisa ajudar a pensar estrat\u00e9gias. \u00c9 o modelo coletivo que viabiliza uma cooperativa, que \u00e9 muito diferente do trabalho formal que voc\u00ea vai l\u00e1, cumpre a sua fun\u00e7\u00e3o, o seu hor\u00e1rio e no final do m\u00eas est\u00e1 garantido o seu sal\u00e1rio. Se deu lucro ou preju\u00edzo isso n\u00e3o tem diretamente a ver com o debate do trabalhador, ele n\u00e3o \u00e9 parte, n\u00e3o \u00e9 dono. Na cooperativa n\u00e3o! \u00c9 um grupo que se desafia a tocar um projeto de uma forma coletiva disputando, querendo ou n\u00e3o, esse mercado capitalista que n\u00f3s vivemos. S\u00f3 que internamente vivemos um outro conceito de conviv\u00eancia e de trabalho, com dedica\u00e7\u00e3o de vida. Eu n\u00e3o consigo me enxergar hoje trabalhando de outra forma\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O trabalho cooperativo dentro do MST rendeu ao movimento a maior produ\u00e7\u00e3o de arroz org\u00e2nica da Am\u00e9rica Latina. A produ\u00e7\u00e3o que ocorre em v\u00e1rios assentamentos da reforma agr\u00e1ria h\u00e1 20 anos no Rio Grande do Sul \u00e9 totalmente livre de agrot\u00f3xicos. Atualmente h\u00e1 363 fam\u00edlias produzindo o arroz org\u00e2nico em 15 assentamentos e 13 munic\u00edpios \u2013 Charqueadas, Capela de Santana, Eldorado do Sul, S\u00e3o Jer\u00f4nimo, Cangu\u00e7u, Manoel Viana, Tapes, Arambar\u00e9, Nova Santa Rita, Viam\u00e3o, Capivari do Sul, Gua\u00edba e Santa Margarida do Sul. A \u00e1rea plantada na safra de 2018-2019 \u00e9 de 3.433 hectares, e a estimativa de colheita \u00e9 de aproximadamente 16 mil toneladas.<\/p>\n<p><em>por Thays Puzzi \/ assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Unicopas\u00a0<\/em><br \/>\n<em>Foto: Guilherme Santos\/Sul21<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Roberta Coimbra fala sobre o trabalho enquanto cooperativista solid\u00e1ria. 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